Páginas

sexta-feira, 17 de junho de 2016

Carnaval no Centro?

Tal como ocorreu no ultimo acto eleitoral, as próximas eleições para os orgãos sociais da ACB prometem serem concorridas. Na rua em plena campanha eleitoral, já estão duas listas, uma encabeçada pelo sénior Fernando Saldanha e outra pelo jovem Alexandre Oliveira. Há ainda a possibilidade de aparecer uma terceira lista oriunda de uma das escolas de samba.

A coisa promete.

Em estado mais avançado está lista do jovem Alexandre Oliveira, com o lema “Carnaval no Centro”, já criou a conta no FC onde enumera as razões da candidatura, dá a conhecer a composição da lista e recolhe depoimentos de apoio ao mote do Carnaval no Centro. Paradoxalmente, os jovens candidatos e os apoiantes, pretendem o Carnaval de volta ao centro da Mealhada por saudosismo ou seja “antigamente é que era bom”, porque cheirava a algodão doce, pipocas, farturas, tinta do papel das serpentinas, vinho tinto e outras coisas fixes. 

Enquanto a juventude vai preparando o terreno demonstrando estarem bem organizados e propõem-se a alterar os festejos do Carnaval como hoje o conhecemos, o sénior Fernando Saldanha para já só criticou o que a anterior direcção fez, pelo que o lema dele não deve ser muito diferente de “Levantar o Carnaval” e aparentemente espera que o curriculum dos anos em que esteve como presidente da direcção lhe chegue para amealhar os votos suficientes à eleição, o que nos dias que correm é muito pouco.

Tratando-se de uma associação com uns estatutos e modus operandi muito suigeneris, onde na pratica toda a gente pode votar como ficou provado no ultimo acto eleitoral, ganha quem conseguir levar mais gente “amiga” ao acto eleitoral.



segunda-feira, 13 de junho de 2016

Como se desenvolve uma Economia e porque se Afunda.

Titulo de um livro de que já li umas 3 ou 4 vezes, que de um modo muito simples e cómico, o autor Peter Schiff com recurso à banda desenhada descreve o desenvolvimento económico de um país e explica as complexas relações monetárias internacionais.

Para tornar simples a todos os leitores o pensamento económico, o autor cria uma parábola com as personagens Able, Baker e Charlie moradores isolados duma ilha, que fazem da pesca com as mãos a sua única actividade. Cada um destes pescadores apenas consegue apanhar um peixe por dia, o equivalente as suas necessidades de consumo diário. Os dias destes homens são penosos, resumem-se a dormirem e passarem o resto do dia dentro de agua para apanharem com as mãos um peixe para sobreviverem.

Até que um dia um deles, o mais empreendedor resolve arriscar a sua sobrevivência, ou seja, deixar de ir apanhar o seu peixe, para tentar criar uma ferramenta que lhe pudesse facilitar a actividade e assim passar menos tempo a pescar, para ter tempo para outras actividades e garantir que não voltava a passar fome.
E assim, aparece o primeiro capitalista na ilha e inicia-se o desenvolvimento económico na ilha.

De uma forma simples o autor mostra que a economia não é uma ciência exacta e que está mais para a psicologia e sociologia do que para a matemática.

Leitura obrigatória para os fãs da teoria Keynesiana.

Indignados. Procuram-se.

sábado, 11 de junho de 2016

Mais um que vai ter que arrotar com 1,00€.

Ontem, o camarada Egídio Peixoto festejou o seu aniversário pelo qual não pude felicitá- lo no FC porque aparentemente desamigou-me, pelo que aproveito agora a ocasião para o felicitar.

Hoje li o seu post de agradecimento a quem lhe desejou os parabéns  e onde também aproveitou para informar que o ilustre Presidente da Câmara da Mealhada, Sr. Dr. Rui Marqueiro lhe moveu uma acção judicial por difamação.

Ora, como já por aqui escrevi o camarada Egídio estava a pedi-las e agora lá vai ter a maçada de ir ter que explicar ao juiz porque é que o ofendido é aquilo que ele acha que é.

Meu amigo Egídio, há certas coisas que só se dizem na cara dos visados e sempre sem testemunhas, porque certas figuras publicas embora saibam que "anda meio mundo a cotar-lhes na casaca" como não podem mover acções contra desconhecidos, gostam de apanhar uns incautos para que sirvam de exemplo.

quarta-feira, 8 de junho de 2016

Luso SEM gás

Na altura bem me pareceu que aquela cena de “Luso com gás” era mau prenuncio.

Os factos demonstram que o Luso sofre de “mau olhado” e por muito que os decisores da terra tentem dar a volta, a coisa só lá vai com a intervenção divina ou com ajuda de um curandeiro.

Com o declínio do termalismo, que não só afetou as termas do Luso mas tudo o que são termas, (cujas causas e efeitos já foram objetos de vários estudos académicos) e a deslocalização da laboração da Sociedade das Aguas do Luso para a Vacariça, o Luso tem vindo a definhar.

Como é normal, ou seja o mercado a funcionar, a atividade económica tem vindo a decrescer e alguns sectores dão de frosques. O encerramento dos CTT, dos bancos, de algum comercio, a desistência da Maló Clinic têm só uma causa: A falta de clientes.
Há muito boa gente que não consegue perceber que os privados não vivem de impostos, nem dos bons ares do Buçaco, vivem dos clientes.

Mas a fazer fé no que se escreve nas redes sociais, (verdade seja dita que o pessoal do Luso é muito bom a noticiar as desgraças da sua terra) a desgraçada população do Luso debate-se com muitas outras maleitas. Ora são os maus cheiros da Fabrica do Alcides Branco, ora são os peixes do lago que começam a boiar, ora é a Extensão do Centro de Saúde inoperante devido a infiltrações de agua, ora é uma enxurrada de lama. Enfim, um sem fim de problemas que lhes tolhe a alma lusensse.

E agora, para ajudar à festa tem a agua da fonte de S. João (e arredores) inquinada. Nas ultimas analises efectuadas, foram detetados indícios de coliformes ou seja foi detetado “cócó” na agua.
De facto é azar demais, o que ainda leva alguma malta ao Luso está improprio para consumo.

O presidente Dr Rui Marqueiro que já esta farto de tanto queixume da malta do Luso, está a tratar de contratar uma empresa para tentar descobrir no "cócó" da agua contaminada, indícios de ADN para descobrir quem são os porcalhões que andam a comporcar a agua.

Vamos aguardar pelos resultados.

Pessoal do Luso, o melhor é seguirem o conselho do ex-primeiro-ministro: EMIGREM.

sexta-feira, 3 de junho de 2016

Gamada daqui.
Como já era previsível, Fernando Saldanha vai recandidatar-se a liderança da Associação do Carnaval da Bairrada, conforme hoje notícia o Jornal da Mealhada.

Em declarações ao JM entrou logo a “pé juntos”, com uns mimos para a atual direção: “levantar o carnaval que deixaram cair...”

A atual direção que teve uma “entrada de leão, sai como um cordeiro”, alegando falta de colaboração e boicote por parte de algumas escolas. Enfim, uns meninos que se amedrontaram com pessoal que desfila quase nu em pleno inverno, enquanto aviam uns barris de cerveja.

Segundo fonte bem informada, ou seja pessoa que frequenta o Manuel Barbeiro, há a possibilidade de aparecer outra lista encabeçada por um Alex.
A ver vamos.

Brevemente ficaremos a saber o que os carnavalescos pretendem fazer.
Iremos voltar a ter os TV5? O Rei volta a ser brasileiro? O recinto para o desfile deixa de ser em L e passa a ser em U? As Escolas passam a ser mais ou menos responsabilizadas? Volta o concurso?
Estas e outras duvidas na minha opinião pouco interessam e são questões menores.

O que realmente interessa, é saber se o Carnaval na Mealhada tem “pés para andar” (hoje estou imparável, em meia dúzia de linhas já utilizei duas vezes os pés).

Por muito boa vontade que haja, promover e organizar um evento que consiste num desfile que tem como atração umas garotas a desfilar descascadas no meio da rua em pleno inverno, é de doidos e malta meio kamikaze. Ou seja, é perfeitamente normal o mau tempo no inverno.

Se a isto juntarmos:
- O facto de o evento depender totalmente do subsidio camarário, por isso dependente do humor e de agendas políticas dos senhores políticos da terra. O Dr. Marqueiro já fez saber que a realização de um torneio de xadrez no concelho mexeu mais com a economia do concelho.

- O divorcio com grande parte da população da terra que ficou amuada com a mudança do cortejo para a zona desportiva e que tem que gramar com a parte má da festa, que é a barulheira e a bandalheira que os nocivos provocam pelas ruas da Mealhada.

- A dificuldade na relação com as escolas de Samba com ritmos muito próprios, em que a maior parte dos elementos só funcionam com CH3CH2OH e que lidam muito mal com a critica. .

Concluindo, no meu ponto de vista com todas estas condicionantes, estão reunidas as condições para que o trabalho da futura direção seja um autentico “bico de obra”.

quinta-feira, 2 de junho de 2016

O momento alto do dia.


No dia a dia, por vezes ocorrem situações tão caricatas que quando contadas ninguém acredita.

Hoje quando subia umas escadas, seguia à minha frente uma senhora de peso (coisa para os 100 Kg), com uma criança pela mão, que sem prévio aviso larga uma violenta “flatulência” que literalmente, despenteou-me todo.

Ao aperceber-se da minha presença (devo ter gemido de pânico) virou-se e disse:

O senhor desculpe-me, mas ando a fazer um tratamento que me provoca muitos gases e não os consigo controlar”.

Só me ocorreu responder com:

Por favor minha senhora esteja à vontade, mas por favor deixe-me passar que estou atrasado”.

E pronto, foi o momento alto do dia.

quarta-feira, 18 de maio de 2016

Opinar sobre o que interessa.




E pronto, o SLB lá ganhou o 35º e assim contribui para que a nação se vá esquecendo dos reais problemas.
Por isso, contra a maré quero hoje debruçar-me sobre algo que me inquieta algum tempo e que para meu espanto nunca foi objeto da devida análise, nem nas redes sociais, nem nos órgãos de comunicação social cá do sítio.

Então vamos lá a isto que tenho mais que fazer.
Vou opinar sobre as novas casas de banho públicas, recentemente instaladas no jardim municipal da Mealhada.

Digam lá se também não ficaram apalermados quando se depararam com aquele caixote acompanhado de outro envidraçado a servir de alpendre?

Não sendo uma área que domine a 100%, posso garantir que pelas horas de utilização de casas de banho tenho alguma experiência na matéria.

Não sei quem é que teve a ideia, mas tanto quanto sei do funcionamento das entidades públicas, aquilo é coisa para ter sido idealizada e projetada num gabinete de arquitetura contratado para o efeito. Se aquilo fosse projetado por mim era declarado lixo, mas como deve ter a chancela de um arquiteto, há que pagar e calar.

Se no aspeto o edificado deixa muito a desejar, ou seja não embeleza o local, era de esperar que pelo menos cumprisse a sua função.
E então perguntam vocês porque é que acho que não cumpre a função?
Basicamente porque não dão privacidade e o isolamento necessário a quem as queira utilizar.

Na utilização de uma casa de banho onde geralmente vamos largar o que há de pior em nós, é normal ocorrerem uns barulhos estranhos e odores pouco recomendáveis, por isso é necessário uma certa privacidade e isolamento. Já para não falar que por vezes é preciso alguma concentração e esforço, não me parece que neste caso seja possível com aquele tipo estrutura toda arejada, com carros e pessoas a circular a 3 metros da retrete.

E pronto, já desabafei sobre um assunto que me andava atormentar.

quarta-feira, 11 de maio de 2016

A polémica sobre as escolas privadas com contrato de associação.


Como toda a gente tem opiniões sobre a subsidiação das escolas particulares e como de momento não tenho mais nada para fazer, também vou (ou não) opinar sobre o assunto.

Antes de mais, a minha declaração de interesse: Nunca frequentei nenhuma escola ou instituição particular subsidiada pelo estado e mesmo que o tivesse feito ninguém tinha nada com isso.

Antes de dar a minha singela opinião gostaria de levantar algumas questões.

Nesta matéria como em muitas outras, quando é que o nosso Estado começa a ser uma pessoa de bem e começa a funcionar com uma previsibilidade a médio e a longo prazo? Ou seja quando é que resolvem deixar de reverter e/ou alterar as políticas cada vez que existe um governo novo ou um novo ministro, sem um prévio e ponderado debate?

Porque é que em locais/zonas onde existem colégios particulares subsidiados e escolas públicas, a maioria dos encarregados de educação opta pelas primeiras? Porque é que os filhos de muitos professores do ensino público frequentam escolas particulares?

A medida de acabar com os contratos de associação avançava se não tivesse o prévio acordo do ministro sombra da FENPROF o ilustre Mário Nogueira?

Tendo em consideração as despesas em causa por aluno/turma, o estado vai poupar com a medida? Ou trata-se de uma medida com pendor meramente politica/ideológica?

Resolvida a questão com as escolas particulares, também vão avançar para outros tipos de estabelecimento de ensino privados como as Escolas Profissionais que funcionam unicamente com subsídios públicos?

E claro, podemos ficar pela questão que a muitos inquieta.

É justo o Estado (ou seja os contribuintes) contribuir para o ensino privado em locais onde existem escolas públicas?

Não. Não concordo. Embora seja um neoliberal convicto, entendo que certas áreas deviam ser só de domínio e de responsabilidade do estado e mete-me uma certa confusão a utilização de dinheiros dos contribuintes em negócios de privados, como o caso das termas do Luso que aqui escrevi.

Mas já agora e por uma questão de coerência, gostava que a preocupação de subsidiação de privados com dinheiros públicos não se ficasse pela educação.

Por exemplo, porque é que os funcionários públicos beneficiários da ADESE são comparticipados quase na totalidade nas despesas médicas no sector privado, quando existe um Serviço Nacional de Saúde?


terça-feira, 10 de maio de 2016

E já lá vão 42.


E já lá vão 42 anos, é obra.
Verdade seja dita ninguém me dá mais de 40 anos.

Com a idade, um gajo começa a perder o fulgor da juventude e começa a ganhar experiencia, estatuto e muita, muita flatulência.

São muitos os sinais que nos indicam que entramos nos “entas”:
Os colegas dos nossos filhos começam a tratar-nos por “senhor”, que é como quem me dá com uma marreta no mindinho do pé.
As mazelas provocadas na nossa juventude viram a terminais meteorológicos e indicando-nos alterações do tempo: “esta dor no joanete diz-me que amanhã vai chover”.
Começamos a ter a noção que nunca iremos ser multimilionários por mais que apostemos no euromilhões e por isso nunca iremos ter aquele idealizado Ferrari.
As ressacas começam a durar uma semana e curadas com uma dieta de canja de arroz.
Uns dias fora de casa, já implica que se leve metade da farmácia para prevenir uma diarreia, uma azia, prisão de ventre, dor de cabeça, uma pontada no lombo e a indispensável pomada para as hemorroidas.
É ter óculos para ver ao longe, ao perto e para os lados.
É passar pelas brasas no sofá e acordar com uma dor num musculo que nem sabia que existia.
È começar achar que a juventude está totalmente perdida, que não sabem o que a vida custa e que não respeitam os mais velhos.
È substituir um bom digestivo por um chá de cidreira.
È começar a ter interesse pela situação precária da nossa Segurança Social e por publicidade de PPR´s.
É começarmos a pensar que a Bymbi até poderá ser uma boa compra.
A vantagem de não ter problema com o que os outros pensam e de me dar ao luxo de mandar para o cara##lho quem me f%d€r a cabeça.
È ter amigos há mais de 30 anos.

Nem quero imaginar a desgraça quando somar mais 10.

LinkWithin

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...