quinta-feira, 3 de abril de 2014
terça-feira, 1 de abril de 2014
P.f. não esmoreça.
Se eu não soubesse que o Dr. Rui Marqueiro tinha ganho pelo PS as eleições para o município e que dois dos actuais vereadores a tempo inteiro transitaram do anterior executivo, ficava baralhado.
É que passados estes seis meses de governação autárquica, mais me parece que quem ganhou as eleições foram os opositores do PS.
Os nove milhões de saldo, que afinal não eram, porque já estavam comprometidos e que se calhar nem chegavam para os compromissos assumidos;
O problema da E.P.V.L. que não foi resolvido em tempo útil e que teve que ser atamancado com a entrada de dois sócios de faz de conta;
Um património Municipal a cair de maduro, que vai absorver fundos que não estavam previstos pelo novo executivo e por isso pode inviabilizar os projectos idealizados;
O edifício dos Paços do Concelho a rebentar pelas costuras e como solução deixada, um projecto para um novo edifício megalómano e de difícil execução;
A localização do novo Centro Escolar a edificar na Mealhada, longe das escolas Básicas e Secundária, que vai obrigar à demolição do actual edifício da EB1 que tanto jeito fazia para albergar as associações sem tecto.
Estes e outros queixumes que não são do domínio publico, tem sido proferidos amiúde pelo novo presidente e que de resto, tem deixado a oposição sem margem para grandes ondas e com alguma pena da herança deixada aos coitados do novo executivo.
Apetece-me perguntar-lhe Dr. Rui Marqueiro:
O que lhe deu para nos trocar pela Assembleia de Republica?
Tanta falta nos fez e teria evitada tanta asneira.
Vá lá Dr. Rui Marqueiro não esmoreça e arrebite, que nós sem o senhor nada somos.
quinta-feira, 27 de março de 2014
Outro grande tema fraturante.
Como já se devem ter apercebido, este sítio
não é muito convencional e não serve para eu vir aqui todos os dias dizer umas
banalidades.
Venho amiúde, mas quando venho é para
tratar de assuntos sérios e que regra geral são descurados pelos inteligentes
que por ai perfilam, nomeadamente os que escrevem no jornal da nossa terra e
pelas redes sociais.
Ora hoje e agora, vou opinar sobre outro
tema fraturante, que divide a nossa sociedade e que me é muito caro, que é a paranóia do mulherio (e não só), que as leva a exterminar tudo o que seja pêlo
fora do couro cabeludo, sobrancelhas e pestanas.
Embora comece aparecer uma vaga de fundo que vem tentar reabilitar a penugem no ideal da beleza feminina, como foi o
caso recente do aparecimento da Madona a mostrar uma axila peluda devidamente
cortada e colorada, a moda ocidental feminina é pouco tolerante para com as
mulheres peludas.
E o preocupante é que a tendência está-se
a passar para o género masculino. Ou seja gajos como eu que gostam de vestir
camisas abertas até ao umbigo para mostrarem a penugem, tem os dias contados.
Mas esta paranóia extravasou o razoável e por
muito que tente, não consigo perceber, qual é a ideia da eliminação total e
nalguns casos definitiva dos pêlos, nomeadamente da
zona y.
Sim, dessa mesma zona que está a pensar e
por onde me vou agora debruçar.
Que raio se passa pela cabeça de uma
mulher rapar todos os pelos da zona y?
Já li e ouvi de tudo como justificação, e
sempre no sentido de agradar os sentidos masculinos e/ou o seu mais que tudo.
O mais comum é dizerem que o fazem por
questões de “higiene”, “conforto”, “estético”, “para o uso de lingerie ou do biquíni de praia”, “porque
eles gostam” e a mais hilariante “porque é melhor para eles praticarem sexo
oral”.
Minhas queridas, tudo tretas que vocês foram
buscar não sei onde, porque de certeza que não foram as vossas mães que vos ensinaram
tais idiotices.
Tomem nota nesses cérebros meios
complicados:
Nós homens não gostamos dessa coisa toda
rapada.
Onde é que foram buscar a ideia, de que um
homem gosta de estar na cama com uma mulher, que nua, parece uma miúda de 6
anos?
Não. Não gostamos.
Acreditem, gostamos mais que haja lá
qualquer coisa que vos distinga de uma pré-adolescente.
Atenção, regra geral e em certas alturas
de acção, nesta matéria como em outras do género, os homens tem tendência a
mentir. Mas mentem porque não tem coragem de dizer as verdades que vos podem
magoar, o que em certas alturas quentes, não dá muito jeito.
Senão vejamos a seguinte situação:
Dança sensual, desapertam-lhe as calças,
deixam cair a saia, ele já passadinho de todo, atira-vos para a cama e vocês
travam-no.
Olham-no com aquele ar de matadora e lentamente, começam a tirar as cuequinhas.
Olham-no com aquele ar de matadora e lentamente, começam a tirar as cuequinhas.
E voilá
!! Surpresa. Nada de nada, tudo rapadinho.
O gajo fica pasmado e vocês com um sorriso
sexy perguntam:
-Então
querido, gostas?
-Muito,
querida, adoro.
Mentira. O que estavam à espera que ele
dissesse? A verdade?
Então vamos lá à verdade:
-Então
querido, gostas?
-É
pá, …. assim de repente fazes-me lembrar aquela menina de 4 anos que estava
ontem na praia toda nua a brincar com uma pá e um balde.
Sim é verdade.
Será qualquer coisa do género que lhe vai ocorrer quando se deparar com a imagem.
Será qualquer coisa do género que lhe vai ocorrer quando se deparar com a imagem.
Mas atenção, nem 8 nem 88.
Também não gostamos de matagais, daqueles
que ainda lá não chegamos e já estamos com um pelo espetado num olho.
Concluindo.
Meninas, penso ter sido explícito nesta matéria, por isso aconselho-vos a contenção e moderação.
Não peguem na gillette, cera
ou lá o que usam para o efeito, sem antes terem uma opinião do vosso homem. Mas
consultem-no numa altura que ele não esteja para entrar em acção, porque nessa
altura ele mente sempre, só para agradar.
Um homem que se preze gosta de vos passar
a mão no pêlo.
Saudades
Saudades
Sim, é isso que noto por aqui.
Já lá vão 20 dias sem nada postar, mas no entanto o número de
visitas diárias ao iMealhada
mantem-se constante.
Pelos recados que vou tendo, os meus
leitores inquietam-se por nada dizer sobre os acontecimentos hilariantes da
nossa terra. Têm sido muitas as mensagens para que opine sobre o Carnaval,
sobre o busto de homenagem ao padre Abílio, sobre algumas deliberações
camararias, sobre algumas figuras da nossa terra, etc.
Mas ainda não vai ser hoje que vos vou
fazer a vontade, estou sem paciência para escrever sobre miudezas.
Hoje vou opinar sobre pêlos no post que se segue, mas fica a promessa
que brevemente tentarei tratar dos assuntos que tanto vos inquieta.
quinta-feira, 6 de março de 2014
Uma trabalheira
Hoje chegam os dedos de uma mão para contar os amigos mais chegados que se
mantêm casados.
Alguns com idades de serem avôs, que deveriam estar a preparar os tarecos
para irem para o lar da Misericórdia regressam ao "berço" das
casas dos progenitores.
Fruto do simplex o pessoal hoje casa-se e descasa-se,
une-se e desune-se mais rápido do que eu demoro a escolher um carro.
Tratando-se o casamento à luz do direito, a celebração de um contrato de
duas pessoas com o estado, vê-se logo que tal como as parcerias públicas
privadas, o estado não cuida devidamente dos seus (nossos) interesses.
Se há 4 ou 5 décadas, os casamentos eram para toda a vida, hoje os
casamentos são enquanto o forem.
Muitos querem resumir as causas dos fracassos, a factores imponderáveis,
como a sociedade actual, o excesso de trabalho, o stress, a crise económica, o facebook, outras mulheres ou outros
homens.
Cada caso é um caso, e não sendo um expert, noto existir um padrão
comportamental na causa.
Para mim a principal causa, atrevo-me a dizer que, o único motivo valido
que encontro é a preguiça.
Sim a preguiça.
Manter uma relação dá muito trabalho. Manter uma casa arrumada e limpa dá
muito trabalho. Cuidar e educar os filhos dá muito trabalho. Satisfazer e
valorizar quem está ao nosso lado dá muito trabalho. Tolerar e aceitar o que
menos gostamos do outro é uma trabalheira.
Ou seja a felicidade é uma carga de trabalhos.
Para mim é este o principal problema das relações dos dias de hoje. A
preguiça.
Chegamos a casa cansados e não queremos ter trabalho. Tornamo-nos egoístas,
e exigimos do outro aquilo que não exigimos a nós.
Também pode acontecer que uma das partes dêem o litro pela relação e lutem, trabalhem, façam tudo para que a relação dê certo, mas do outro lado está uma
lontra prostrada no sofá, que a única coisa que mexe é o dedo para mudar de
canal na TV.
A minha teoria é esta. Agora é só praticar.
quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014
Tema fraturante
Hoje depois de uma
ponderada análise resolvi dar o meu palpite sobre um tema fraturante.
Não, não vou escrever
sobre o aborto, nem sobre a co-adoção e muito menos sobre a eutanásia.
Vou opinar sobre mamas.
Sim, isso mesmo, mamas.
A minha nobre intenção é
motivada por uma conversa que ouvi numa viagem de comboio entre quatro
jovens mulheres (aparentemente estudantes universitárias) que viajavam atrás de
mim e também por já me ter apercebido (sempre de forma sonegada) que se
trata de um tema caro a muito boa senhora.
Conversas entre mulheres são sobre roupa, bijutaria, cabelos, maquilhagem, depilações, celulite, estrias,
dietas, rabos e muito sobre mamas.
Do pouco que falam sobre
nós homens, demonstram um total desconhecimento sobre os nossos gostos e
interesses.
Em contrapartida em
grupo, os homens falam sobre gajas, futebol, gajas, politica, gajas e outras
tantas coisas interessantes.
Abrindo hostilidades
sobre o tema que aqui me trouxe:
Minhas caras amigas e
mulherio em geral, a maioria dos homens não gostam de mulheres com grandes
mamas.
Isso é um mito.
Essa vossa paranóia de
pensarem que só gostamos de mamudas, é isso mesmo, uma paranóia.
Por acaso estão a
ver um gajo pensar: vou namorar e/ou casar com aquela gaja porque tem um grande
par de mamas?
Eu não.
A não ser que seja algum
tarado ou que queira uma mulher para apresentar como um troféu de
caça.
Então perguntam vocês,
porque é que cada vez que vimos um grande par de mamas ficamos a modos que
hipnotizados?
Resposta:
Gostamos de apreciar e
até pode apetecer-nos dar uma volta, mas não nos passa pela cabeça ter que
utilizar tal maquinaria no dia-a-dia.
Vamos lá ver, as mamas
são importantes?
Com certeza que são, como
são todas as outras curvas.
Mas acreditem que valorizamos muito mais outros aspectos e os mais importantes nem são os da embalagem.
Ou seja a aparência é
importante para chamar atenção, mas depois, bem depois, vem o que realmente
interessa.
O que realmente interessa ao homem numa mulher (alem de um par de mamas e de um rabo jeitoso), é que nos
saibam fazer-nos felizes e para isso têm que ser positivas, pró-ativas,
independentes, com instinto maternal, espertas, com auto-estima elevada e
fundamentalmente que sejam surpreendentes.
Ou seja não adiantam nada
ter um bom par de mamas se forem chatas, complexadas, ciumentas, dependentes e
desleixadas.
Então se não souberem
quem é o lateral esquerdo do Benfica ou a cor do equipamento do Paços de
Ferreira podem ter a certeza que vão ficar encalhadas ou na melhor das hipóteses
arranjam um futebolista com um QI abaixo de 0.
Portanto tirem lá essa
vossa ideia de implantes mamários, soutiens que acrescentam ou levantam mamas e
tratem é de saber o que realmente importa ao V/ cara-metade ou pretendente.
E desde já informo que logo que possa vou opinar
sobre depilação feminina.
quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014
Alforreca !!
Para quem não sabe hoje comemora-se o dia
do preservativo.
Presumo que seja por ser a véspera do dia
dos namorados.
O preservativo em látex como hoje o
conhecemos é uma invenção recente, embora o seu uso como contraceptivo e de
prevenção contra doenças sexualmente transmissíveis remonte à antiguidade.
O pessoal antigamente valia-se do que
havia para se proteger, e desde papel de seda, de linho, tripas e peles de
bexigas de animais, tudo servia.
Embora o seu uso seja socialmente aceite e
nalguns casos incentivado pela classe médica, ainda gera alguma controversa e
reserva por parte de alas conservadoras afectas a certas religiões e também de
alguns marialvas armados em bestas.
O primeiro contacto que tive com tal
coisa, foi muito precocemente nos meus tenros 6 anos, quando brincava numa
praia à beira mar. Confundi o achado, que boiava na água, com uma alforreca.
Peguei-o com todo o cuidado e fui a correr
aos gritos para a minha mãe:
"ENCONTREI UMA PELE DE ALFORRECA, ENCONTREI
UMA PELE DE ALFORRECA!".
Na altura não percebi o motivo das
expressões da minha mãe, num misto de surpresa, vergonha e de repreensão. E foi
muito custo que pegou na pele
da alforreca que rapidamente
enterrou na areia enquanto olhava para os lados para ver se alguém estava
presenciar ao sucedido.
Na altura fiquei com a clara percepção que
tinha feito asneira da grossa, tal como ter dado cabo de uma espécie animal em
vias de extinção.
quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014
Xiuuuuuuuu..
Esta semana fui pela segunda vez à
biblioteca municipal da Mealhada.
A primeira foi já algum tempo para
participar num evento no auditório e desta vez como simples utente.
O meu vizinho deve andar ampliar a casa e
tenho acordado ao som de uma betoneira e adormeço ao som de marteladas. Para
poder trabalhar em sossego, pensei que o melhor local seria a biblioteca.
E se pensei, assim o fiz, peguei no
portátil na papelada e toca de ir despachar expediente para longe dos trolhas
contratados pelo meu vizinho.
Depois de um quarto de hora de assentar
arraiais numa das mesas, comecei a ficar com dúvidas sobre a opção tomada. A
Internet ainda deve ser da era analógica e o ruído é constante.
Se arquitetura do edifício não ajuda e
condiciona a disposição do mobiliário, os utentes e funcionárias contribuem
para a festa.
No hall
da entrada estavam uns reformados (já meios surdos) amantes do futebol que por
vezes comentavam animadamente os jornais desportivos: jovens em amenas
cavaqueiras de passagem para a secção dos DVD(s); um idoso que “dactilografava” uma carta em word (só lhe faltava rodar o carreto e
empurra-lo para a esquerda) e que constantemente tirava dúvidas com uma
funcionária que estava a uma certa distância; e para compor o ramalhete, uma
funcionária que com uma frequência cronométrica teimava em atravessar a sala,
subir e descer as escadas, tudo sobre madeira com uns sapatos de salto alto que
assim produzia um som muito idêntico aos das marteladas com que adormeço.
Nas pouco mais de duas horas em que por la
permaneci cheguei à conclusão que o local é próprio para tudo menos para quem
procura um local silencioso, para por exemplo estudar.
quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014
Basta de cortes!
Ja não me bastava o governo central carregar-me de impostos, vam agora o poder local querer suprimir-me uma refeição anual de leitão e espumante, que já a dava como um direito adquirido e que constava no meu plano de actividades de 2014.
Isto a proposito da intenção do actual executivo camarario estar a "estudar" um novo modelo de convites para a Gala das 4 Maravilhas.
Confesso que na ultima Gala fiquei com a impressão que o evento estava a ficar um pouco mal frequentado, mas deduzi ser fruto da época que era de plena (pré) campanha eleitoral autarquica.
Como não tenho outra forma de o fazer, apelo daqui, muito encarecidamente ao executivo camarario da Mealhada, que não se esqueçam da minha pessoa e assim possa continuar a usufruir de uma refeição anual das 4 Maravilhas com a companhia da nata da sociedade Mealhadense e afins.
Bem hajam.
quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014
Mais um Marreta.
É da minha família e vou chama-lo de primo Afonso (para não lhe chamar um nome feio).
O meu primo (afastado) Afonso nasceu por aqui nos anos 40 do século passado e (diz ele) para fugir à guerra colonial, cedo rumou para as Américas.
Por lá andou ate se radicar nos Estados Unidos perto de New York para onde chamou a mulher depois de se casar por correspondência. Constituiu família e por lá foi ficando.
Frequentemente e normalmente pela altura das festas da sua terra natal vinha passar por cá uns dias, onde massacrava a família e amigos com as virtudes da terra do tio Sam, fazendo parecer que por cá vivíamos no terceiro mundo, tal era o nosso atraso em relação a sua terra de acolhimento.
Embora já reformado nunca pensou regressar a sua terra e na ultima vez que esteve cá por casa no verão de 2007, passou o jantar a dizer raios e coriscos de Portugal, com grande destaque para a nossa classe politica portuguesa "uma cambada de corruptos e mafiosos". Não havia nada como os Estados Unidos para se viver.
Mas aparentemente a vida dá umas grandes voltas e à questão de 3 anos foi diagnosticado uma doença oncológica à esposa, que a tem obrigado a complicados tratamentos médicos que rapidamente esgotam o plafon do seguro de saúde americano e que logo no primeiro ano de doença obrigaram-no a um desembolso de mais de 100.000 dólares.
Ouvi uma vez alguém dizer que "a vida humana não tem preço, tem é um custo" e deve ter sido isso que o meu primo deve ter sentido nas suas poupanças.
E vai dai, toca a arrumar a trouxa, toca de mandar às favas todos os benefícios que a terra do tio Sam lhe proporcionava e toca de regressar à sua parvónia e resguardar-se no nosso (e aparentemente de toda a gente) Sistema Nacional de Saúde.
Hoje, bem cedo encontrei-o no café com mais dois reformados, a fazer couro de protestos contra o governo por quererem vender umas obras do famoso pintor catalão Miró.
Aparentemente parece que o meu primo já foi contagiado pelo síndroma daqueles que pensam que o dinheiro se reproduz sozinho e por obra e graça do Ministério das Finanças.
Não há pachorra!!
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